Bloqueio de Nutrientes da Cannabis como um Padrão Crônico
O Acumulador alimentou a mesma dose em toda rega por oito semanas. Nunca checou o escorrimento, nunca lavou. As seis primeiras semanas pareceram bem. Na semana sete as folhas de baixo desbotaram, na semana oito as pontas queimaram, e na semana nove a planta estava mostrando o que parecia deficiência de magnésio, cálcio e fósforo tudo de uma vez — então ele adicionou os três, e tudo piorou. Um colega finalmente checou o EC do escorrimento: 4,2, mais que o dobro do que estava entrando. A zona radicular era um salar.
A versão curta:
- Bloqueio = nutrientes presentes, mas as raízes não conseguem absorvê-los
- A versão crônica se acumula devagar: sais se acumulam, a absorção cai, você adiciona mais, mais sal
- O sinal é várias deficiências aparecendo juntas, muitas vezes na floração média a tardia
- Vive no nível do pH/EC — não em “a planta precisa de mais comida”
- Quebre fazendo lavagem com água pura de pH ajustado até o EC do escorrimento cair, depois alimente mais leve
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O que é bloqueio crônico de nutrientes?
O bloqueio agudo é um problema pontual de pH. A versão crônica é uma espiral lenta. Alimente numa dose fixa sem nunca lavar e os nutrientes não usados se acumulam no substrato como sais. Esses sais elevam o EC e tornam mais difícil para as raízes puxarem água e nutrientes — o que parece uma deficiência. O cultivador “corrige” a deficiência adicionando mais nutrientes, o que adiciona mais sal, o que aprofunda o bloqueio. É lento o suficiente para você não ver se construindo, até que uma semana tudo parece errado de uma vez. O quadro de múltiplas deficiências é a assinatura — faltas reais raramente chegam três de uma vez.
Como sei se é bloqueio e não deficiências reais?
Duas leituras contam a história. Cheque o EC do escorrimento com um medidor — se estiver bem acima do que você está alimentando (os 4,2 do Acumulador contra uma entrada de ~2,0), os sais estão empilhados lá embaixo. Cheque o pH — o bloqueio crônico geralmente anda junto com um pH que esteve ligeiramente fora por semanas. Rode a ordem de diagnóstico: ambiente, água, pH, nutrientes. O bloqueio vive no nível três, e a maioria dos cultivadores nunca o checa porque pula direto para “precisa de mais comida”. Se você está vendo vários sintomas de deficiência juntos e vem alimentando pesado sem lavar, presuma bloqueio antes de presumir que a planta está passando fome.
Como conserto isso?
Pare o ciclo. Faça a lavagem com água pura de pH ajustado — o suficiente para passar um bom volume — e continue checando o EC do escorrimento até ele cair de volta em direção à sua entrada. Deixe a zona radicular se recuperar por um dia ou dois. Depois retome a alimentação com força reduzida, com o pH corrigido, e suba de volta devagar enquanto observa o escorrimento para que ele não suba de novo. Um medidor de EC e uma caneta de pH (a DIG tem modelos confiáveis) transformam isso de adivinhação num número que você pode ver descer. Daqui para frente, regue até o escorrimento a cada alimentação e não deixe o EC subir aos poucos — prevenção é só não deixar o sal se empilhar pra começo de conversa.
Perguntas frequentes
Por que minha planta mostra várias deficiências de uma vez?
Geralmente bloqueio crônico por acúmulo de sais, não três faltas separadas. EC alto no escorrimento e um pH à deriva são os indícios.
Como faço a lavagem de um bloqueio de nutrientes?
Passe água pura com pH ajustado pelo substrato até o EC do escorrimento cair em direção ao seu nível de entrada, descanse a planta um dia ou dois, e depois alimente de novo com força reduzida.
Como evito que o bloqueio volte?
Regue até 10–20% de escorrimento a cada alimentação, cheque o EC do escorrimento periodicamente, e mantenha o pH na faixa. Não alimente uma dose pesada fixa semana após semana sem lavagem.