Como Nutrir a Cannabis: Um Cronograma de Adubação para Iniciantes

3 min de leitura

Uma prateleira simples com nutrientes-base de cannabis ao lado de uma prateleira lotada de suplementos

O Chef tratava os nutrientes como um programa de culinária — três frascos-base, um CalMag, um estimulante de raiz, um booster de floração, um booster de PK, um suplemento de carboidrato e um inoculante de micróbios, tudo comprado no mesmo dia, tudo usado no mesmo dia, tudo na dose do rótulo. Queima de ponta em quarenta e oito horas. A planta não precisava de sete insumos. Precisava do base em meia dose e de um pouco de paciência.

A versão curta:

  • Comece pela metade da dose do rótulo. Você sempre pode adicionar mais; você não consegue “des-adubar”
  • Observe a planta, não o frasco — pálida e lenta significa subir um pouco, pontas queimadas significam recuar
  • Um nutriente-base (vega + floração) cobre a maior parte
  • Adicione CalMag se você estiver em coco ou em água mole (a maior parte da Irlanda)
  • A potência vem da genética, não de adubar com mais força

Quer o detalhamento completo? Continue rolando.

Qual é a abordagem de adubação mais simples?

Escolha um nutriente-base — algo como CANNA Terra Vega na vega e Terra Flores na floração te dá um base completo (a DIG vende a linha). Comece pela metade da dose recomendada. Observe por uma semana. Crescendo bem, boa cor, sem fome? Fique aí. Folhas de baixo empalidecendo e crescimento lento? Suba 25%. Qualquer queima nas pontas? Recue. É esse o método todo: meia dose, observa, ajusta. O rótulo é uma diretriz escrita para condições ideais que sua estufa não reproduz com perfeição — não é mandamento.

Quando adiciono os frascos extras?

Na maioria das vezes, você não adiciona — não por um bom tempo. O CalMag ganha o seu lugar se você estiver em coco ou em água mole (Dublin roda cerca de 50 a 80ppm da torneira, o que é mole). Um booster de PK pode ajudar no meio da floração se a planta estiver saudável e você quiser empurrar os buds — mas um produto, em meia dose, não três empilhados balançando seu pH de um lado para o outro. Todo o resto fica na prateleira até você ter alguns cultivos nas costas e de fato saber o que cada frasco faz. Empilhar aditivos é como iniciantes criam os próprios problemas que depois compram mais frascos para corrigir.

Como a adubação muda ao longo do cultivo?

Por alto: adubação leve, pendendo para nitrogênio na vega; uma adubação-ponte ao longo do estiramento que vai cedendo rumo à floração; fósforo e potássio subindo pelo meio da floração; depois desacelerando até água pura ou quase pura no fim. Se você medir, a vega fica em torno de EC 1.0 a 1.4 e a floração em torno de 1.4 a 2.0 — guias aproximados, dependentes da cepa e do meio. A tendência importa mais que o número: se a EC do escoamento sobe a cada adubação, há sais se acumulando e é hora de água pura com pH ajustado. E a parte que vale repetir — adubar com mais força não deixa o bud mais forte. Uma cepa de 18% adubada até não poder mais continua sendo 18%. Potência é genética.

Perguntas frequentes

Quanto devo dar de nutriente para uma planta de cannabis?

Comece pela metade da dose do rótulo e ajuste a partir daí. A maioria dos cultivadores nunca precisa chegar à dose cheia, e a subnutrição é bem mais fácil de corrigir do que a queima por excesso de nutrientes.

Preciso de todos aqueles frascos de suplemento?

Não. Um nutriente-base (mais CalMag em coco ou em água mole) cobre a maioria dos cultivos. Acrescente extras um de cada vez, em meia dose, só depois de entendê-los.

Adubar mais aumenta a potência?

Não. A potência é definida pela genética. Adubar demais só queima as pontas, acumula sal na zona radicular e desperdiça dinheiro.